quarta-feira, 21 de abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Cine Água na Galeria Lunara


A exposição Cine Água é composta por 3 trabalhos que se inserem nas premissas do coletivo: a ocupação não ortodoxa do espaço, o diálogo estreito que se estabelece entre as obras a partir de sua justaposição e a água, sempre presente como o elemento aglutinador das ideias.

A forma peculiar da galeria propicia ações/intervenções em que o espaço físico não pode ser desconsiderado. O projeto, que aglutina diferentes propostas, se utiliza desta geografia incomum como eixo que conecta, potencializa e contextualiza os trabalhos.

Abertura: 08 de abril, 19h
Visitação de 09 de abril a 9 de maio,das 9h às 21h
Galeria Lunara – 5° andar da Usina do Gasômetro.
Informações: (51) 3289-8133

http://www.galerialunara.blogspot.com/




Em “Tela Branca”, instalação concebida pelo coletivo, o áudio de trechos de diálogos que fazem referência à água e seus derivados (mar, chuva etc.), foram extraídos de diversos filmes *. A estes diálogos, enfileirados e alinhavados, são inseridos sons de chuva e água corrente, criando uma inusitada colcha sonora. O expectador, diante da tela branca, montará, a partir do fluxo de fragmentos de estórias, o seu próprio filme. Tela branca foi apresentada em formato channel na Mostra do Filme Livre/CCBB-RJ, onde foi indicada ao prêmio Filme Livre, em 2009.

* Houve uma vez dois verões – Jorge Furtado, O céu que nos protege – Bernardo Bertolucci, Feios, sujos e malvados – Ettore Scola, Trainspotting – Danny Boyle, O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante – Peter Greenaway, Volver – Pedro Almodóvar e Ladrão de sonhos – Jeunet & Caro.

Nelton Pellenz, no vídeo “ Debaixo d'água tudo é muito mais bonito” cria uma situação inusitada, própria de seu universo de deslocamentos de ponto de vista. Na cena, pássaros literalmente mergulham do céu, tendo como fundo, uma cidade aparentemente inerte. O som é um elemento importantíssimo do trabalho, uma vez que sinaliza a transposição para este lugar mais bonito. A água que está presente é apenas pressentida, imaginada, como nas trucagens do cinema e desejada como um espaço do ideal.

Em “Água doce”, Dirnei Prates apropria-se de imagens do filme “ A filha de Netuno” (de Edward Buzzel / 1947), onde Esther Willians executa um delicado balé aquático. A escolha por este trecho específico vem, talvez, da lembrança dos relatos das sessões matinés, assistidas por seus pais, no antigo Cinema Castelo. Segundo eles, a “Esther” sempre estava presente entre filmes de bang bang e super heróis. A água, neste caso, serve como o fio que conduz uma memória que passa de uma geração para outra.

domingo, 7 de março de 2010

Vinhetas Programa Estação Cultura TVE

Abaixo, mais 5 vinhetas realizadas para as chamadas do Programa Estação Cultura da TVE/RS, que vai ao ar às 19:30 h, de segunda a sexta-feira.

As vinhetas de chamada, ao contrário da vinheta de abertura, foram concebidas sem um conceito pré-definido. São intervenções feitas sobre imagens de arquivo e do cotidiano e têm duração média de 10 segundos.

A vinheta de abertura do Programa pode ser visualizada no seguinte endereço: http://www.youtube.com/cineagua?gl=BR&hl=pt#p/a/u/0/zM9dCoLUsp0

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Estação Cultura TVE




imagem da vinheta de abertura do programa Estação Cultura da TVE.
A partir do dia 1º de março de 2010, o programa Estação Cultura, da TVE/RS, terá uma nova cara. Dentre as mudanças, está a vinheta de abertura, realizada pelo Cine Água.
A vinheta de abertura foi pensada tendo a trilha de Marcelo Fruet ao fundo, servindo para pontuar as imagens. Foi a primeira vez que trabalhamos tendo o som como guia. O vídeo apresenta imagens de estações de cultura, estações de ônibus/metrô, estações do ano. A palavra estação serviu como base para uma série de possíveis conotações. A edição foi rigorosa e pensada para que as imagens presentes no trabalho sejam digeridas ao longo de um bom espaço de tempo, uma vez que terá uma apresentação diária. Mesmo os locais mais óbvios foram filmados de forma que não sejam imediatamente identificados.
A maioria das imagens foi capturada com equipamentos de baixa resolução, como celulares, webcam, VHS, assim como em mini-DV.
Além da abertura, o Cine Água realizou mais sete vinhetas curtíssimas para as chamadas do programa.

Estação Cultura - Vinhetas

Abaixo, duas das sete vinhetas produzidas pelo Cine Água para o programa Estação Cultura, da TVE/RS

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Homens ao Mar




Cenas da revolução russa remixados por sentidos e leituras oblíquas. A imagem de Vakulinchuk como um peixe fisgado a debater-se. Nesta revolta, os marinheiros que se lançam ao mar, flutuam no ar delicadamente.
Aproprio-me de cenas de " O Encouraçado Potemkin", que, quando invertidas parecem amplificar o carater inovador do filme (dissociando-o definitivamente do ideal ufanista revolucionário presente em sua estória). Opero cortes, retrocessos, dilatações do tempo na sequência original, para brincar com o sentido da palavra revolta, questão central do filme de Eisenstein.

Revolta faz parte de um conjunto de trabalhos em vídeo, feitos a partir da apropriação de imagem de filmes antigos, que desenvolvo desde 2007.

O Vídeo Revolta, de Dirnei Prates foi selecionado para o 4º arte.mov- Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis, com mostras em Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre. O festival deste ano teve como eixo curatorial o tema "Geografias Imaginárias" e exibiu 47 trabalhos em vídeo, todos feitos para mídias locativas.
Maiores informações sobre o festival podem ser acessadas no site


domingo, 25 de outubro de 2009

encerrAção



Infiltração foi o projeto que nos exigiu dedicação extra e, proporcionalmente, nos deu muita satisfação. A ação durou exatamente um ano: de outubro de 2008, quando começou a ser pensada, até outubro de 2009, quando foi realizado o encerramento. Propomo-nos a alimentar nosso blog semanalmente, com 30 segundos dos trabalhos presentes na Mostra, além de textos e outras referências ao assunto, criando um desdobramento do projeto em forma de registros. A ‘infiltração’, de certa forma, estava lentamente ficando visível.
O projeto nasceu da vontade de mostrar uma produção em vídeo, ainda não classificável, que dilui as fronteiras entre cinema e artes plásticas, de forma consistente e inovadora. Tendo a água como pretexto e fio condutor, os 32 vídeos investigam assuntos diversos, como: referências ao corpo, à cidade, à fé, à memória, à solidão em vários graus e tonalidades; situações de deslocamento físico e conceitual; fluxos de imagens e pensamentos; associações com as propriedades da água, como transparência, reflexão e fluidez.
Os 32 trabalhos foram apresentados em quatro espaços públicos de exposição: a Galeria do DMAE, o Centro Municipal de Cultura, o Porão do Paço Municipal e a Usina do Gasômetro, sempre infiltrados em exposições de outros artistas. Cada espaço exibiu 8 vídeos diferentes.
A Mostra aconteceu entre 03 de setembro e 11 de outubro de 2009, quando ocorreu a encerrAção, sob uma forte chuva em Porto Alegre. A busca por espaços expositivos pouco ortodoxos, intenção cada vez mais presente nos trabalhos do Cine Água, fez com que projetássemos todos os trabalhos participantes em uma das tremonhas do 4º andar da Usina do Gasômetro, no último dia da Mostra, cujo vídeo-registro pode ser visto no endereço http://www.youtube.com/user/cineagua?gl=BR&hl=pt.
O Cine Água agradece aos artistas participantes, à Coordenação de Artes Plásticas da PMPA, à TVE (Programas Estação Cultura e TV Cine) e às pessoas direta ou indiretamente envolvidas com o projeto: Marcus Mello, Jaime Pereira, Paulo Germano Daisy Viola, Enir Silva e os estagiários do Atelier Livre, Isnard Prates, Paula Barreto, Guilherme Whitaker e aos artistas que tiveram suas exposições infiltradas.

cine água = dirnei prates + nelton pellenz
outubro/2009








sábado, 10 de outubro de 2009

Venha tomar água e comer bolachinhas de água e sal com a gente neste domingo, dia 11 de outubro, e assistir os 32 trabalhos da Mostra Infiltração, que estarão sendo projetados no 4o andar da Usina do Gasômetro, das 14 às 20 h.



Na Centro Municipal de Cultura acontece a Mostra Infiltração, paralelamente com a exposição de gravuras de Raquel Lima. Neste espaço podem ser vistos os trabalhos de Joacélio Batista, Cristina Ribas, Dirnei Prates, Carlo Sansolo, Cláudia Paim, Ricardo E. Machado, Manuele Eichner e Lucas Bambozzi.
Um passeio pelos espaços do CMC, pode ser visto em http://www.youtube.com/user/cineagua?gl=BR&hl=pt

sábado, 3 de outubro de 2009

Infiltração - Galeria do DMAE






















Na Galeria do DMAE, a mostra infiltração acontece com a exposição "mil águas" de Bernhard Gál, que dialoga perfeitamente com o projeto. Neste espaço estão os trabalhos de Camila Mello.Cristiana Miranda, Dellani Lima, Erika Fraenkel, Niura Borges e Fernanda Stein,Helvécio Marins Jr., Lia Letícia e Nadam Guerra.