segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Salas de chuva – making off

Sim, havíamos nos programado (e muito) para a montagem da exposição, acreditando que em 7 dias corridos conseguiríamos montá-la, incluindo aí a construção de uma parede dividindo a galeria em duas, pra dar lugar às salas um e dois.

Mas, como sempre acaba aparecendo um imprevisto ou uma decisão posterior à fase de planejamento, quando se está no espaço expositivo, podem ser descobertas outras possibilidades de realização das coisas. Foi assim com a confecção da sala 2, que em princípio iríamos pintar toda de preto, acabou sendo forrada com tecido (TNT), dando um aspecto mais aconchegante, bem mais próximo à sensação de uma sala de cinema. Percebemos que a galeria oferecia esta alternativa e assim o fizemos. Esta alteração no planejamento demandou um tempo adicional na confecção desta sala.

Acordávamos cedo e voltávamos para o hotel à noite, sempre por volta das 21 h.

A correria foi intensa, mas se não fosse o apoio do pessoal da Funarte, a tarefa teria sido bem menos prazerosa. Iara Martorelli, Paulo Ramos, Alexandre Malaquias, Kleber Werner, Erondino Loreto, Edivaldo Araújo e Eduardo de Souza são verdadeiros parceiros e muito nos auxiliaram (e continuam nos auxiliando). Queremos aproveitar para deixar aqui registrado nosso sincero agradecimento a esta equipe ‘tri legal’.

A brincadeira da dupla quanto à exposição Salas de chuva ser em Brasília e pelo fato de não ter chovido nos últimos 100 dias na cidade, era de que o Cine Água iria fazer chover em Brasília. Na verdade, no dia da inauguração não choveu, mas em compensação, no primeiro dia de abertura caiu um toró na cidade. Coisas de exposições Cine Água (até hoje, em quase todas as aberturas, choveu).

As fotografias do making off podem ser vistas aqui ao lado (à direita).

Salas de Chuva - Funarte / Brasília 2010

video

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Entre Águas

Entre águas

Entre o estático e o movimento; entre o fixo e a transformação; entre o próximo e o distante; entre a transparência e a opacidade; entre o que se ouve e o que se vê. A preposição entre, com toda sua carga de definição e – sobretudo e paradoxalmente – de oscilação, sinaliza o alargamento das possibilidades sensoriais e interpretativas do conjunto de imagens que Dirnei Prates e Nelton Pellenz apresentam sob o título Salas de Chuva. Trabalhando juntos desde 2006, os artistas têm pautado suas investigações nas especificidades decorrentes desses interstícios, no exame acurado das linguagens do vídeo, e na adoção do elemento água como o aglutinador de uma série de idéias acerca de transitoriedade, fluidez, prazer e memória.

Na primeira das Salas de Chuva, impera o baralhamento dos sentidos. A instalação Chuva 7, por exemplo, é composta de três vídeos exibidos em televisores de 22” e colocados em caixas junto ao chão, com os monitores voltados para cima. Nos três temos enquadramentos fixos, contemplando ora poças d’água, ora o detalhe de um terreno acidentado. Em meio a uma certa rigidez que caracteriza esses recortes, percebe-se uma curiosa movimentação, não do vídeo em si, mas dos elementos da natureza, que se manifestam visual e sonoramente. São pingos, muitos pingos de chuva, que atravessam a imagem em diagonal, formando um fluxo. Em instantes, onde havia terra, uma pequena depressão topográfica surge, escavada pelo líquido abundante que vai de um lado a outro, movimentando fragmentos e resíduos antes imperceptíveis. Em outra passagem, um tanque com águas límpidas também tem seu caráter diáfano posto à prova pela presença da chuva que, intempestiva, faz com que tudo tremule e saia do seu cômodo arranjo. Nesse contexto, formas reconhecíveis como pedras ou a sombra de uma vegetação ribeirinha diluem-se em manchas e borrões. Vigorosa e desestabilizadora, a água faz com que elementos que estavam no fundo possam emergir, com que outros que se encontravam na superfície sejam levados pela correnteza, numa sucessão de ciclos que exigirá sempre novas configurações, alertando-nos metaforicamente para a efemeridade e a impermanência.

Esse aspecto fugaz é reforçado pelos sons, ora torrenciais e enfáticos, ora suaves e ternos. E uma vez que cada um dos três vídeos apresenta uma duração e um ritmo de chuva próprios e que eles são exibidos não apenas concomitantemente, mas em looping, temos a sobreposição de vários tempos, reforçando a perturbação e a singularidade da experiência.

Um aspecto semelhante é explorado em Chuvas 3, 4 e 5, de Dirnei Prates, que pegam de empréstimo o formato e o estatismo da fotografia. Exibidos junto à parede, em porta-retratos com 10”, esses trabalhos se apropriam de imagens do clássico Cantando na Chuva (1952), filme de Stanley Donen e Gene Kelly. Na mais famosa cena do musical, Kelly, depois de se despedir de Debbie Reynolds com um beijo apaixonado, começa a tomar o rumo para sua casa. É noite e chove profusamente, mas ele, em estado de deslumbramento, diverte-se com a chuva, dança e sapateia em meio às poças, faz malabarismos com o artefato que deveria protegê-lo de tanta água. A ação se passa em cerca de quatro minutos, mas nos vídeos de Prates, segundos dessa emblemática performance são isolados e estendidos a um tempo de quase uma hora. Aparentemente fixas, as imagens são também quase fotografias. Novamente no intervalo, no entre.

O movimento da imagem foi retardado por um hiper-slow-motion, que secciona os gestos, prolongado-os e, com isso, dilatando poeticamente o tempo, tão fugidio. Esse recurso da linguagem do vídeo já foi usado por vários artistas, como Bill Viola, em The Greeting (1995), apresentado na Bienal de Veneza de 2001. Tal procedimento, pelas próprias características da varredura da tela, leva a uma diluição da forma, e a imagem surge borrada, sem nitidez.

Nesses três trabalhos de Prates, há como que uma vertigem de linguagens. Dançando na Chuva, como o cinema tradicional, parte de imagens individuais e imóveis, visíveis a olho nu e que, projetadas em uma tela com velocidade regular, dão a impressão de continuidade. Trata-se de um efeito ilusionístico. Ao se apropriar de fragmentos do filme e explorá-los com os recursos do vídeo, de certa forma o artista referencia essa natureza fotográfica do cinema e o artifício mecânico por trás da percepção de movimento. Nesse sentido, o suporte escolhido para a exibição das imagens é bastante pontual, remetendo-as à sua origem conceitual. Ao mesmo tempo, é lícito pensar que, uma vez em “porta-retratos”, as imagens assumem o pretenso caráter de eternidade e imutabilidade que freqüentemente associamos à fotografia.

Entra em cena também, neste formato, a contemplação vagarosa dos passos de Gene Kelly. E, com o estiramento, é prolongado o próprio prazer de acompanhar o ator em sua frenética coreografia. Sobretudo ao espectador familiarizado com o filme, Prates oferece ainda uma outra experiência temporal, articulada a partir do processo de identificação, rememoração e antecipação: há o passado da imagem, o seu presente, e o futuro, que o público completa mentalmente, podendo inclusive “ouvir” as águas abundantes e a voz de Kelly, cantando na chuva.

O elemento narrativo mantém-se em Chuva 6. Novamente partindo de um referencial do cinema, aqui Dirnei Prates fotografou duas passagens do filme Psicose (1960), de Alfred Hitchcock. Os frames de vídeo, exibidos em monitores de TV de 40”, sugerem uma seqüência graças à justaposição das imagens, ao mesmo tempo em que enfatizam, uma vez mais, os trânsitos entre fotografia, cinema e vídeo.

Na segunda Sala de Chuva, Nelton Pellenz reporta o espectador ao próprio ambiente de cinema, no qual, com intervalos de cinco minutos, são exibidos Chuva 1 e Chuva 2. O primeiro deles, em preto e branco, rapidamente estabelece uma dicotomia entre o que se ouve e o que se vê. Na tela, uma série de ruídos e texturas visuais formam os grafismos dessa imagem tátil. Pela forma e movimento que assumem, muitas manchas pulsantes de luz sobre a superfície parecem remeter a sons de relâmpago; mas eles, na verdade, inexistem. O que há é o permanente barulho da chuva, entremeado por passos, risadas, gargalhadas, latidas de cães e falas longínquas. Na tensão e no aparente desconforto sensorial, sons e imagens já não estabelecem uma unidade e, em vez disso, propõem difusos e complexos relacionamentos, a cargo da fantasia de cada um.

É distinta a situação de Chuva 2, vídeo marcado por um caráter mais intimista e contemplativo. Aqui, um tom róseo domina a projeção. Abrindo-se como uma paisagem, a forma-cor se dilata e contrai calmamente, tal como ondas junto à praia. Às vezes, parece fervilhar, com sua superfície crispada, como se recebesse múltiplos estímulos. Não há sons ou música, nenhuma interferência dessa ordem. De repente, porém, o silêncio é quebrado por um crescente ruído, intercalado por novos momentos de calmaria. É quando vultos humanos em contraluz perpassam a área rósea, revelando a escala entre as pessoas que por ali trafegam e o enigmático cenário, que Pellenz nos informa ser o detalhe de uma bomba d’água em meio à cidade. Faz diferença esse dado? Não. Tal como uma fantasmagoria do imaterial, para usar a expressão de Florence de Méredieu, a relação com o real é praticamente anulada, em favor da ênfase na imagem em toda sua carga de luminosidade, abstração e ficção. Nesse espaço programado, a razão e a percepção são abaladas, abrindo caminho para reações mais sensoriais, que priorizam particularidades como as cores, as formas e suas dinâmicas. A construção de significados, aqui, é inseparável da vivência, do ato de recepção como evento, do ato que implica não somente o olhar, ou a reflexão sobre o que se está olhando, mas, notadamente, o envolvimento de todos os sentidos nesse processo. As grandiosas projeções de Pellenz, portanto, clamam espectadores que se permitam engolfar, que se permitam a experiência, que se abram para outras compreensões.

Nos deslocamentos, sobreposições e interstícios de linguagens, as poéticas de Dirnei Prates e Nelton Pellenz instauram múltiplos estranhamentos. E, tal como a água diluviana das chuvas, suas imagens mexem com as estruturas associativas, propondo novas e pulsantes possibilidades para os sentidos, tantas vezes amortecidos.


Paula Ramos
Jornalista, crítica de arte e professora do Instituto de Artes da UFRGS


http://www.funarte.gov.br/

Salas de Chuva

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eu não quero ser cineasta


Frame do vídeo "Águas de maio", de Nelton Pellenz - 2010
Veja o vídeo aqui.
O Festival Vivo arte.mov 2010, na programação deste ano, percorre as macro regiões do Brasil, passando por cinco cidades: Belém, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo.

O Tema deste ano é "Novas cartografias urbanas: reconfigurações do espaço público".

Na edição de Porto Alegre do Vivo arte.mov 2010, são discutidos aspectos das linguagens que surgem do cruzamento entre vertentes das artes plásticas, do vídeo e do cinema – todas elas mantendo, contudo, uma caraterística comum: a de escapar da tela em direção ao espaço público.

Dentro da programação que acontece na Usina do Gasômetro, está a mostra de vídeo “Eu não quero ser Cineasta”, com curadoria de Gustavo Spolidoro, que conta com os trabalhos “Peço-lhe que volte e fique contente”, de Dirnei Prates e “Águas de maio”, de Nelton Pellenz, juntamente com vídeos de Luiz Roque, Mariana Xavier, Cristiano Lenhardt, James Zortéa, Letícia Ramos e do coletivo Tentacles Ensemble Collective.

Abaixo, o texto do Gustavo sobre a mostra.

EU NÃO QUERO SER CINEASTA

Muitas vezes, ao criar uma obra audiovisual, o autor não tem a intenção de ser reconhecido enquanto cineasta, de fazer um “filme”. Ele esta apenas experimentando uma linguagem, uma proposta visual, um movimento para a sua obra. Ele não tem essa percepção e muito menos essa pretensão.

Seria ele um naif cinematográfico?

Mas o que dizer quando essas obras transformam a própria linguagem audiovisual, são exibidas em salas de cinema, participam de festivais, são reconhecidas, são premiadas e fazem com que o autor seja chamado de cineasta?

Que arte é essa que permite ser corrompida e recriada por outsiders, impuros, elementos não “autorizados”, pessoas que não são íntimas da técnica, da linguagem e da narrativa audiovisual tradicional?

E que pessoas são essas que ousam fazer filmes, expandir o cinema, fugir dos guetos dos gêneros, chutar o balde da monotonia cinematográfica e desconstruir conceitos, mesmo sem ter essa intenção?

Curiosamente são as mesmas pessoas responsáveis por manter viva a utopia do cinema enquanto arte, enquanto obra capaz de fascinar pelo seu frescor e não por uma repetição fria de fórmulas centenárias.

Ao construir a curadoria desta mostra, tive por princípio dar prazer aos meus sentidos e espero com isso proporcionar o mesmo prazer aos espectadores.

Os nove títulos selecionados são de autores gaúchos (ou que por aqui desenvolveram parte de suas carreiras) com trajetórias coincidentes nas artes visuais e que flertam com o cinema na construção das suas obras.

Não há um interesse puramente audiovisual nos filmes selecionados e talvez isto seja o que mais justifica a existência deles enquanto arte e, principalmente, enquanto cinema.

Pois vejamos...

Gustavo Spolidoro é Professor do Curso de Cinema da PUC/RS,
Coordenador de Curadoria do CineEsquemaNovo e,
dizem por aí, cineasta.



O festival acontece na Usina do Gasômetro, localizada nas proximidades do Lago Guaíba, com intervenções nos jardins do DMAE, dentro dos projetos ligados ao Festival, de 03 a 07 de novembro de 2010http://www.artemov.net/

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Um filme pelo caminho, neste mesmo lugar



Atualmente, é interesse do Cine Água o resgate de imagens antigas dos arquivos pessoais em vídeo, para desenvolvimento de falsas narrativas em filmes onde as marcas do tempo podem, de certa forma, contribuir como capa que encobre uma realidade inventada.
A partir deste interesse, surgem alguns trabalhos, entre os quais “um filme pelo caminho” e “neste mesmo lugar”.

Dois amigos conversam sobre um filme enquanto fazem um. Despretensiosamente, “um filme pelo caminho”, de Dirnei Prates e Cláudio Paulo Vieira, resgata um plano seqüência realizado há alguns anos e esquecido entre outras imagens nas fitas tape do armário. Um certo saudosismo é quebrado pela música eletrônica que contextualiza imagens propositalmente desbotadas. O roteiro do vídeo é o acaso. Todas as situações ali apresentadas foram surgindo durante a caminhada, realizada pelos dois, numa ensolarada tarde de inverno em 2003.
"Um filme pelo caminho", de Dirnei Prates
O vídeo pode ser visto aqui.

Com o vídeo “neste mesmo lugar”, Nelton Pellenz faz uma referência ao momento decisivo da fotografia e, de certo modo, à Bresson, enquanto caçador de imagens. Por um percurso praieiro surgem incautos transeuntes que são “atingidos” pelo registro de uma máquina fotográfica, que dispara apenas em pessoas. O único “clic” desferido pela máquina, tal qual uma arma, é preciso e rápido. Os personagens, pretensamente imortalizados neste safári, com o decorrer do plano seqüência, tornam-se fragmentos de uma corrente feita de instantes únicos.

Os dois trabalhos foram selecionados para o Festival HTTP Vídeo 2010 do Instituto Sérgio Motta, que tinha o tema “ em trânsito”.
O júri composto por Nelson Brissac Peixoto, Ricardo Van Steen, Guilherme Kujawski, Luiz Duva e Fernando Oliva escolheu “um filme pelo caminho”, de Dirnei Prates e Cláudio Paulo Vieira e “neste mesmo lugar”, de Nelton Pellenz, para fazer parte do Festival on line.
Todos os trabalhos podem ser vistos aqui, no Prêmio Sérgio Motta.


"Neste mesmo lugar", de Nelton Pellenz
O vídeo pode ser visto aqui.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

SEU - Semana Experimental Urbana


          Torrente
           intensas intenções
      
          O Cine Água foi convidado pelos organizadores da SEU - Semana Experimetal Urbana (Camila Mello, Manuela Eichner e Rodrigo Lourenço) para organizar uma mostra de vídeos, exibida numa das noites de encontro dos artistas, na travessa dos venezianos, em Porto Alegre.
          Chamada de Torrente, a mostra contou com sete trabalhos de artistas brasileiros, que têm em comum uma certa demasia na carga emocional e poética e na forma como são abordados seus assuntos. São confissões, indagações, acertos de contas, vontades urgentes expressadas sem meias palavras.
          A partir de diferentes enfoques – do desejo íntimo e confessional até as angústias coletivas -, este recorte reflete sobre uma produção que se utiliza da objetividade no texto, aliada a imagens construídas com rigor e pertinência na busca da vazão caudalosa dos sentidos.
         Joacélio Batista, Érika Fraenkel e Dellani Lima falam do desejo levado aos últimos graus. Em ambos os trabalhos e de diferentes formas, o corpo é tratado para além do seu limite, seja no transe sugerido em “Se me queimo no fogo do desejo, porque meus olhos ardem n’água?”, de Joacélio Batista, onde um homem paira no ar enquanto se desloca, seja na batida de tradição beat, poesia & drogas, em “O amor e o desejo podem ter excesso”, de Dellani Lima ou em “Apart cisne”, onde Érika Fraenkel discursa sobre os transbordes do corpo ao comparar/incorporar um cisne.
        Os desacertos familiares e suas repercussões são assuntos dos trabalhos de Cláudia Paim e Carlos Magno. Em “Carta”, Cláudia Paim se apropria de um trecho de “carta ao pai”, de Kafka, que é recitado de forma densa e justaposto a imagens que sugerem uma atmosfera asfixiante. Carlos Magno, em “Kalashnicov”, rememora sua infância e a relação com seu pai. As expectativas, ansiedades e frustrações desta relação são trazidas à tona por ele, com grande coragem.
          O enfoque social, as tensões causadas pelas diferentes classes e o indivíduo no coletivo, são alguns dos assuntos abordados nos trabalhos de Carlos Sansolo e Daniel Lisboa. “O fim do homem cordial” discursa de forma crua sobre as relações de poder na Bahia. Tendo ACM como personagem principal da trama, Daniel Lisboa impacta ao fazer uma reflexão sobre a política baiana, a violência, a imprensa e o povo. Carlo Sansolo, em “Ozuland”, se utiliza de grafismos e linguagem eletrônica para construir questionamentos que problematizam as relações do indivíduo na sociedade, suas normas de conduta e suas regras.

        A mostra Torrente foi exibida na programação da SEU – Semana Experimental Urbana, em Porto Alegre, no dia 24 de junho, às 21 h, na Travessa Venezianos, 30.
* imagens dos trabalhos "carta" de Cláudia Paim e “Se me queimo no fogo do desejo, porque meus olhos ardem n’água?” de Joacélio Batista.

mais informações em  http://portoalegreseu.wordpress.com/

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"Infiltração" premiada no IV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas

imagem do vídeo "pequeno poema em prata", de Cristiana Miranda

A cerimônia de entrega do Prêmio Açorianos de Artes Plásticas 2009 aconteceu na noite deste sábado, 8 de Maio de 2010, no Teatro Renascença. Realizado no dia do artista plástico, o evento, que está na sua 4ª Edição, premiou os destaques das artes plásticas em Porto Alegre em diversas categorias.
O júri de premiação foi constituído por Leandro Selister, Leopoldo Plentz, Paula Ramos, Renato Garcia e Tereza Poester.
A exposição Infiltração foi premiada e recebeu o troféu na categoria Mídias Tecnológicas.
O Cine Água mais uma vez agradece a todos que de alguma forma contribuiram para a concretização deste projeto.

domingo, 2 de maio de 2010

Infiltração no IV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas

A Secretaria Municipal de Cultura divulgou a relação dos indicados ao Prêmio Açorianos de Artes Plásticas 2009.
A exposição INFILTRAÇÃO, organizada pelo Cine Água, recebeu indicação na categoria Mídias Tecnológicas.
A entrega do Prêmio acontece no dia 8 de maio/2010, sábado, às 20h, no Teatro Renascença.


Imagem do vídeo "Aguinha do bem", de Pablo Paniágua

sábado, 1 de maio de 2010

Água Mole, Pedra Dura - O Livro de Pedra

A mostra fotográfica Livro de Pedra - Artistas no Caminho reúne trabalhos de 20 artistas visuais contemporâneos, que de posse de pedras modeladas e criadas pela artista Ena Lautert, foram convidados por ela a capturarem um sentido plástico para as pedras, através de cenários, percepções e olhares. A Mostra resultou também, em um livro com textos de artistas e críticos e fotos das 20 intervenções.

Foto de um dos trabalhos realizado para o livro de Ena Lautert

O ensaio "água mole, pedra dura" surgiu a partir da vontade em aproximar o trabalho das pedras de Ena Lautert com o projeto cine água. Neste ensaio, colocamos as fotografias das pedras dentro de barras e cubos de gelo, para fotografar tudo depois. O ensaio brinca com a falsa situação de dureza destas pedras, ao mesmo tempo em que procura subverter o antigo ditado.
O trabalho de Ena, pode ser visto em http://www.enalautert.com.br/

A exposição pode ser visitada no Bistrô do MARGS, junto à calçada da Praça da Alfândega, de segundas a sextas, das 11h às 21h. Sábados, domingos e feriados das 11h às 19h, até 30 de maio de 2010.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Cine Água na Galeria Lunara


A exposição Cine Água é composta por 3 trabalhos que se inserem nas premissas do coletivo: a ocupação não ortodoxa do espaço, o diálogo estreito que se estabelece entre as obras a partir de sua justaposição e a água, sempre presente como o elemento aglutinador das ideias.

A forma peculiar da galeria propicia ações/intervenções em que o espaço físico não pode ser desconsiderado. O projeto, que aglutina diferentes propostas, se utiliza desta geografia incomum como eixo que conecta, potencializa e contextualiza os trabalhos.

Abertura: 08 de abril, 19h
Visitação de 09 de abril a 9 de maio,das 9h às 21h
Galeria Lunara – 5° andar da Usina do Gasômetro.
Informações: (51) 3289-8133

http://www.galerialunara.blogspot.com/




Em “Tela Branca”, instalação concebida pelo coletivo, o áudio de trechos de diálogos que fazem referência à água e seus derivados (mar, chuva etc.), foram extraídos de diversos filmes *. A estes diálogos, enfileirados e alinhavados, são inseridos sons de chuva e água corrente, criando uma inusitada colcha sonora. O expectador, diante da tela branca, montará, a partir do fluxo de fragmentos de estórias, o seu próprio filme. Tela branca foi apresentada em formato channel na Mostra do Filme Livre/CCBB-RJ, onde foi indicada ao prêmio Filme Livre, em 2009.

* Houve uma vez dois verões – Jorge Furtado, O céu que nos protege – Bernardo Bertolucci, Feios, sujos e malvados – Ettore Scola, Trainspotting – Danny Boyle, O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante – Peter Greenaway, Volver – Pedro Almodóvar e Ladrão de sonhos – Jeunet & Caro.

Nelton Pellenz, no vídeo “ Debaixo d'água tudo é muito mais bonito” cria uma situação inusitada, própria de seu universo de deslocamentos de ponto de vista. Na cena, pássaros literalmente mergulham do céu, tendo como fundo, uma cidade aparentemente inerte. O som é um elemento importantíssimo do trabalho, uma vez que sinaliza a transposição para este lugar mais bonito. A água que está presente é apenas pressentida, imaginada, como nas trucagens do cinema e desejada como um espaço do ideal.

Em “Água doce”, Dirnei Prates apropria-se de imagens do filme “ A filha de Netuno” (de Edward Buzzel / 1947), onde Esther Willians executa um delicado balé aquático. A escolha por este trecho específico vem, talvez, da lembrança dos relatos das sessões matinés, assistidas por seus pais, no antigo Cinema Castelo. Segundo eles, a “Esther” sempre estava presente entre filmes de bang bang e super heróis. A água, neste caso, serve como o fio que conduz uma memória que passa de uma geração para outra.

domingo, 7 de março de 2010

Vinhetas Programa Estação Cultura TVE

Abaixo, mais 5 vinhetas realizadas para as chamadas do Programa Estação Cultura da TVE/RS, que vai ao ar às 19:30 h, de segunda a sexta-feira.

As vinhetas de chamada, ao contrário da vinheta de abertura, foram concebidas sem um conceito pré-definido. São intervenções feitas sobre imagens de arquivo e do cotidiano e têm duração média de 10 segundos.

A vinheta de abertura do Programa pode ser visualizada no seguinte endereço: http://www.youtube.com/cineagua?gl=BR&hl=pt#p/a/u/0/zM9dCoLUsp0

video

video
video
video
video

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Estação Cultura TVE




imagem da vinheta de abertura do programa Estação Cultura da TVE.
A partir do dia 1º de março de 2010, o programa Estação Cultura, da TVE/RS, terá uma nova cara. Dentre as mudanças, está a vinheta de abertura, realizada pelo Cine Água.
A vinheta de abertura foi pensada tendo a trilha de Marcelo Fruet ao fundo, servindo para pontuar as imagens. Foi a primeira vez que trabalhamos tendo o som como guia. O vídeo apresenta imagens de estações de cultura, estações de ônibus/metrô, estações do ano. A palavra estação serviu como base para uma série de possíveis conotações. A edição foi rigorosa e pensada para que as imagens presentes no trabalho sejam digeridas ao longo de um bom espaço de tempo, uma vez que terá uma apresentação diária. Mesmo os locais mais óbvios foram filmados de forma que não sejam imediatamente identificados.
A maioria das imagens foi capturada com equipamentos de baixa resolução, como celulares, webcam, VHS, assim como em mini-DV.
Além da abertura, o Cine Água realizou mais sete vinhetas curtíssimas para as chamadas do programa.

Estação Cultura - Vinhetas

Abaixo, duas das sete vinhetas produzidas pelo Cine Água para o programa Estação Cultura, da TVE/RS

video

video